Por Vinus Sales

Na ida angustiante
passageiro desleixao
olho firme no horizonte
um aperto arretado
.
a partir de agora, independente
tudo claro, sigo em frente
meus votos e abraços foram dados
A nova esperança é ter você ao meu lado
.
nessa nave vou partindo
olhos tristes, mas sorrindo
Meus amigos me falaram
Vai com Deus, vai acompanhado
.
Com olhos encharcados,
trêmulas frases se formaram
na lembrança amargurada,
minha bênção já foi dada
.
Já lembrei de tantas frases,
Já lembrei muitos olhares
Palavras de felicidade
Olhos tristes de saudade
.
Na poltrona reclinável,
sobe e desce de emoções
com amigos braços dados
com meu pai as lições
.
Nas orientações do meu mestre
virei homem, não pivete
Meu presente nesse passo,
só o conforto do abraço.
.
Nas saudades a mensagem,
vai com Deus filho amado
Não sairei do seu lado
e no meu peito etás guardado
Sua vida, faça agora
seja homem toda hora
o exemplo você tem,
seja homem, homem de bem
Lute por tudo ao seu alcance
creia em Deus e não desande
.
Não me envergonho o meu choro
cada lágrima, vale ouro
cada lembrança incalculável,
cada suspiro muito regado
.
este aqui é o mais marcante
ví minha vida em muitos instantes
cada lembrança incalculável,
cada suspiro, muito regado.
.
à minha amada nossa verdade
Quero você em qualquer parte
Aos meus amigos verdadeiros
sinto falta e volto cedo
À minha mãe trabalhadora
À minha vó indestrutível
o meu choro mais terrível
Ao meu pai que tudo fez
sempre minha honradez
.
Se esforçando e sofrendo,
continuo escrevendo.
Minha vida se construindo,
Cauteloso e progredindo

Vinus Sales

Poema da ausência

Meus pés estão descalsos
minhas pernas estão nuas
meus braços engessados
e minhas mãos sem as suas

Minha mente perturbada
não consegue discernir
se é a lágrima adiantada
ou o meu sorriso a fugir

Atravesso o meu mundo
chego ao mais longe e profundo
procurando algum indício
que me faça teu REinício

Silvana Sabino

Entre Madrinha e Afilhado

Comédia (Romântica?)


Cláudia claro que queria
Casar com seu moço Carlos
Toda arrumada saia
Pra procurar namorado
Matava o jardim da tia
Caquele prefume infernal
As flô
coitada
Drumia
E nunca mais acordava!


Cláudia já era escrava
Do amor que a Carlos tinha


[E Carlos nem ligava!!!]

( Bartô )


Eu era uma Claudia
que com Carlos queria casar
saía arrumada a vagar
rumo ao Coração de Carlos morar
O meu perfume as flores matava
enquanto meu vício de Amor perdurava

Acabaram-se as roupas
o perfume havia secado
só não acabou o Amor
que por Carlos tenho guardado!


( Silvana Sabino )

Por Tiago Felipe

Um dia procurei palavras para me expressar
Procurei no brilho do luar
Nos rastros de uma estrela cadente
procurei até cansar
Palavras que possam me ensinar
Qual verdadeiro sentido de Amar
Mas amar permamente


Não foi dificil encontrar
Apenas precisei observar
Na simplicidade do teu olhar
Que o verdadeiro sentido de Amar
Um dia só irei encontrar
Se ao teu lado puder estar

Tiago Felipe

Não fazer sentido..

Hoje eu quero:
Sumir por uns tempos...
Sair "sem me importar para onde o IR me levará"...

Hoje me resolvi calar!
Ficar quietinha no meu canto!
Pensar na vida... pensar em mim!

Me bateu um sentimento egoísta:
quero abraços só pra mim!

Não sei pra que lado seguir...
To sempre por aí...
É tanta gente que me cerca... e eu querendo sumir!
É tanta gente no mundo... e eu?
Eu me sinto mais uma no meio dessa gente!

Pensamentos partidos... tudo fragmentado.
E fazer sentido, nessa hora, é totalmente relevante...
Não quero ter sentido... queria ter seguido...
Seguir..





Steh

Meu medo pode estar se concretizando

Ao fim do dia tudo estará desfeito
seja meu ou do eleito
o amor que bate no peito
daqueles que te encontraram.

Com razão, talvez efeito
um suspiro tão sem jeito
que me provocou o desrespeito
de te ter em meu coração.

Seja eterno, ou não, o malefício
acredito que seja por isso
que levo a culpa em meu peito.

Por te desejar assim de longe
rejeitando quem está perto
contando com uma esperança distante.

Ígaro Cardoso

Viagem ao meu Recife

Saio de dentro de tuas águas Recife
E esqueço o obscuro para reverenciar-te

Deixo que falem mal de ti os insensatos
Para que descubram sozinhos
Assim como eu descobri
As tuas verdadeiras riquezas!

Tuas ilhas escondidas
E pontes desvalorizadas,
Tuas ruas e casarões,
Me fazem voltar a um tempo que não vivi...

Ao invés de carros, carruagens e barcos
O coletivo, troco pelo bonde
Que deixou traços aos presentes.
Ao som das águas
Vou tranquila sem medo de me arrepender
E ouço as marchas do teu povo
Que corria em busca da tua vitória.

O triângulo ao fundo
Ouço a brisa fina e alegre
Como o dedilhar de um violão
Os traços românticos e fortes
Esbanjam tua beleza
Flutuo por tua história
Que arrepia os ouvidos dos que conseguem ouvir!

É um calor diferente
Que nos transpassa deixando réstia
Declino por tuas escadas
A dissonância está presente
Uma dissonância gostosa...
Que ao segurar minha sombrinha
E passar as mãos pelo meu vestido sóbrio,
Ouço aquelas andorinhas cantando
Ainda molhadas do orvalho matinal
Ouço, como uma grande orquestra harmoniosa.

O rio de diferentes águas
Que transpassam por ti
Dão-te segurança...
És tu Veneza, Veneza Brasileira!
A quem devo minha descendência centenária...
Volto da viagem esperando
Que como eu, muitos embarquem
E desaguem nesta beleza
Tão presente entre nós
Que é você Recife!

Thalita Gadêlha

Aos que possuem

No lápis, no ato
É com ele que eu vou
Escrevendo sem sair do...
Ato que gosto um tanto
De um tato, me agrado
Até aquele passo que vejo e percebo
Lá no canto, adoro;
Adoro o passo no ato do tato
Uma loucura passada
Do passado estranho alegre
Partindo do ato do comentário "infanto-infeliz"
Seguindo ao fundo
Um fundo bem fundamentado
Para aqueles que têm tato.


Aline Alves