Ecos de não.

No coração de um entendido,
O amor se faz presente
Como quem diz ao pé do ouvido
Queima e me dilacera mar ardente.

Propago o eco dos que amam sem cúpido,
Dos que falam e disfalam com razão.
Sou de novo, uma onda ao pé do ouvido
Sussurrando e escutando - palpita paixão.

Feliz és tú Adão.
Vós que do paraíso foste expulso,
Mas provaste da libido em comunhão.

Eu, pobre mortal sou apenas joio,
Semente amarga e bendita deste pão,
Pago teu ato profano de ser trigo, de ser não.

6 Relícários:

  • Steres | 24 de abril de 2010 08:22

    Uma vez publicado na seção Poesias/Tristeza do site Recanto das Letras (http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdetristeza/1737958).
    Achei merecido publicá-lo no Blog do Brechó também.
    Link do soneto no blog do autor (http://verdadematitude.blogspot.com/2009/08/poema-ecos-de-nao-03082009.html).

    Parabéns Thiago!

  • Anavlis | 24 de abril de 2010 11:17

    Visita ilustre!!!

    Muito bom !

    =)

  • ll:::Poeta Sem Futuro:::ll | 24 de abril de 2010 23:12

    SONETO, vei! Meu sonho de criança. Criança=Que cria hauhuahua =) Bom Domingo pra todos! =**

  • Eduardo Marculino | 27 de abril de 2010 21:43

    Parabéns por este espaço...
    Escolhi como BLOG da semana no História Viva, se desejar retire o selo no endereço http://historianovest.blogspot.com/2010/04/blogs-da-semana.html

    abraços

  • Anavlis | 27 de abril de 2010 23:57

    Eduardo,
    Sinto-me [como sócia do blog] lisongeada por sua nos escolher!
    Esse espaço foi criado com o intuito de mostrar que a boa poesia não está apenas nos livros, mas em Nós mesmos, dentro de cada um.

    Mais uma vez, Obrigada!
    Sinta-se bem-vindo, acolhido e aconchegado!
    Pode fazer festa! =)

  • Steres | 28 de abril de 2010 00:23

    Nós é que somos poesia ambulante:
    Somos memórias(povo)
    Fazendo história em coro.

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