Do(r) Amor

É dor, amor
Sem cor nem flor de cheiro
Que consome e num escolhe nome
Devasta os homi por inteiro

É erva-daninha crescendo, amor
Rasteira...
É seta certeira
No chão
do coração que fermenta

É semente que bota pé, inté
Nos Sertão que arde...

É fogueira, amor,
Queimando forte em Noite Alta...

É de encher o Z'óio d'Água
Dessa alma agreste
Que vagueia solta, enviesada
Nos travéis deste Globo Campestre

PÂMELLA PINTO

2 Relícários:

  • Anavlis | 17 de junho de 2010 20:30

    'Que consome e num escolhe nome '

    Tãao verdade!

  • Bianca | 17 de julho de 2010 20:32

    Gostei do modo como se utilizou da linguagem sertaneja para construir esse poema, minha cara. Vim até aqui através do blog de meu amigo Vagner Bahia. Também sou poeta. Se um dia quiseres, sentir-me-ei honrada em deixar cá registradas umas linhas minhas. Que achas?
    Abraço poético,
    Bia.

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