ÓDIO






Eu vou tomar o meu café amargo
pra me lembrar daquela criatura
que me alimenta um sentimento largo
desengano que não se atura
e se encontrar aquele condenado 
ao ódio meu que no calor apura
eu miro o rosto e dou-lhe supapo 
que nem a virgem mãe de Deus segura




De beber cólera me ponho ébrio
talvez a ingrata solidão me cure
e me afaste desse ponto néscio 
onde ninguém pode achar-se impune
e se a raiva permanece atada
desmantelando esse sujeito puro
enfio faca no umbigo do ego 
e se o ódio não morrer eu cego


3 Relícários:

Postar um comentário

Participe, Interaja, Despeje-se! ;)