Divulgar também faz parte da Arte!

Durante o encontro que aconteceu no espaço Canto de Miró foram deixados alguns contatos para vocês, leitores do Brechó.


Para conferir é só clicar nos links abaixo:


  •  "A verdadeira liberdade é amar??? (Vou abrir)" esta frase estava junto aos contatos.


Confiram também:

As postagens bombásticas, apimentadas e polêmicas do BOMBAS DE CEREJA
E o retorno do Felicidade Oscilante, com "novas" publicações tímidas.

@Steres

O canto de Miró.

26 de novembro, sábado à noite:

Durante o Festival de Cultura e Arte da UPE, o Canto de Miró foi um dos espaços mais alternativos do encontro e, porque não dizer, o espaço mais aconchegante que pudemos presenciar.
A ideia do encontro foi fazer uma conversa, um recital, trocar informações, ouvir histórias, sorrir, fazer novas amizades, conhecer o lado sensível dos amigos já presentes, divulgar a arte, voltar no tempo da infância-adolescente, entre uma infinidades de cores e sentimentos (que não puderam ser descritos em palavras, apenas sentido pelos que participaram) e fazer tudo isso JUNTO.
A todos que puderam contribuir com a sua presença insubstituível, espero que continuem esse papo pela vida a fora, não percam a poesia que há dentro de vocês!!!
Nos enviem seus textos para que possamos postá-los aqui no Blog do Brechó. Esse espaço é todo seu, "Sintaxe à vontade".

Um forte abraço, Stephanie (Steh) do Brechó
@Steres

Breve, as fotos do encontro (muito importante) e o contato dos que nos enviaram seus blogs.
Para ver o Zinestesia, 1ª Edição e os participantes do Zine deste ano, clique aqui.
E para conhecer o CALET  (Centro Acadêmico dos Estudantes de Letras) Poeta Mauro Mota, clique aqui.

Senseless



Cante uma canção para menter-nos aquecidos
Talvez funcione para quebrar o gelo
Enquanto nossos olhos estão perdidos
Dificultando o entendimento entre nós
Então me faça respirar tão suavemente
Quanto a brisa que toca seu rosto
Não me faça perder de vez o controle
É o que acontece quando estou com você
Com você eu não respiro, talvez suspiro
Isso quando não tremo, ou calo
Ou quando nem ao menos enxergo teu olhar
Que é uma das coisas mais bonitas do mundo
E talvez nenhuma maravilha humana
Se compare ao que você realmente é
Você é tudo, e ao mesmo tempo meu nada
Me sinto completo no responder do teu olhar
Porém me sinto vazio quando você não está
Saiba que é fácil escrever frases sem sentido
Talvez seja difícil dizer o que sinto por você
Isso não caberia em uma folha
Aliás não caberia em várias folhas, nem em um livro
É imenso, Infinito, Inexplicável,
Não cabe nem em mim
Quero agora explodir e deixar vazar os sentimentos
Penso em dizer, só preciso aprender a te explicar
Então descubro que o amor é Inexplicável



SENTIR

As palavras saem de mim nem sempre pela mão, o que não é tão comum, eu sei! Mas, no fundo não sei se queria tudo documentado. A poesia que se esvai pela minha boca, fora um dia mais bonita do que outras poesias que eu escrevera. Não tem problema. Perdidas estão, nesse paradoxo que é a vida e o vento. O tempo, que sem tempo de parar faz passar cada pensamento de escrita como um filme acelerado. E quando me sento para escrever..

-não sei!

Não sei como sentir isso agora. Pessoa disse que não deve sentir, deve-se fazer sentir. E pra mim, mera leitora e escritora de meus simplórios rabiscos, sei que não posso jamais escrever sem sentir, pois como posso fazer sentir se não sinto? Sinto pois, o amor, a dor, as angustias, as inquietações, nem sempre minhas, mas dos personagens que são meus e passam a ser de quem lê, mas por hora foram meus. sim! foram! Então.. eu os senti! Foi em mim! Quando amélia morreu de amores, fui eu quem morri. ... Era eu ali! Eu. Naquela face ocultada por cabelos lânguidos. Eu, naqueles olhos taciturnos. Eu, naquela lágrima que caia e por um soluço de choro, tomou outro rumo. Se misturou com a saliva da boca. 



Também sou eu agora, sentido tudo que escrevo: as palvras voando...


Fui interrompida por um telefonema. Não deveria ter atendido. Não era nada demais. Por isso mesmo. Eu sabia. E agora perdi o pensamento..
Do que estava falando?


Sabe o que me fascina em escrever?
-Não?
- Nem eu!
Só sei que escrevo. Nem acho as letras bonitas. Nem o som delas. No sotaque meu sim, mas esses sons vão se modificar quando você lê. De que adianta eu entoná-las se você vai lê-las de forma tão diferente?
Por isso que talvez você nem me entenda. Não tem problema. 
Mas o que me fascina mesmo... é LER! Ou melhor, é acima de tudo,...SENTIR! Um sentir assim pronunciado bem devagar, mas bem forte pra você sentir o som e o poder da palavra sentir. 
Sentiu?

A palavra tomou em mim e aqui um rumo oposto ao que pensei que poderia ser. O que seria uma frase, é um texto. Mais um rabisco. 
Eu falo e minha amiga Maria escreve. É que meus pensamentos são muitos e eu escrevo devagar. não sou calma. Sou eufórica, sinto de forma eufórica, também! E estou abrindo um biscoito de forma eufórica. 
...

Ela comeu de forma eufórica e morreu de forma eufórica. Pois gritava, eufóricamente por querer saber o que sentiram ao falar sentir, ao ler Sentir, ao sentir senti-la morrer, com um biscoito vencido.

Rayssa Marinho

O Conto de 4 nomes (FINAL)

 (As primeiras parte encontram-se nos Posts abaixo)

O avião pousara. Clarisse sentiu um arrepio intenso dominar todo o seu corpo. A lembrança do rosto de Antônio tornava-se cada vez mais forte. Como se o pensamento fosse se materializando até tornar-se realidade, algo possível de ser tocado, sentido e apreendido.
  A cada passo que dava Clarisse sentia quilos presos aos seus pés. A vontade de ver Antônio era algo irreal e imensurável. Mas também lhe causava medo. Todo aquele tempo, tudo que havia feito até ali era por um Antônio que ela supunha existir. De repente, pela primeira vez, sentiu que poderia ter sido fruto de idealizações e desejos. Sentiu que talvez cometera um erro.
Sentiu medo.

Seu coração batia como se a existência de toda a humanidade dependesse disso. Em meio a tantos outros rostos que esperavam por suas Clarisses, o de Antonio não estava lá. Percorreu todo o aeroporto na esperança de que um esbarrão fosse a chave da sua felicidade.
Inútil.
As horas iam passando e Clarisse não sabia mais o que sentia. Tristeza. Medo. Raiva. Frustração. Todas essas sensações misturavam-se com a vontade de que Antônio aparecesse correndo e a abraçasse por trás o abraço mais completo do planeta.

Sentada, Clarisse chorava. Chorava por agora saber que Antônio não viria. Chorava por constatar que tudo até ali tinha sido um sonho de uma terça-feira.

E em meio a suas lágrimas Clarisse acordou. Viu e sentiu que tudo, exatamente TUDO, havia sido fruto de um sono timidamente descontrolado. Percebeu que nada tinha sido verdade. Foi tudo um sonho.
Antônio era um sonho.
O Amor era um sonho.
Todos aqueles abraços e sorrisos eram sonho também.
Em momento algum saiu de sua casa. Nunca ouviu o sotaque tão gostoso de Antônio. Jamais recebeu-o em sua casa. E não tinha abandonado tudo por ele.
Ela faria isso agora.

Nesse instante, a única coisa que Clarisse queria era dormir. Dormir com a capacidade de ter os sonhos mais doces e bonitos. Dane-se se não é real. Dane-se se é de mentirinha. Pois assim, quem sabe Antônio já não havia chegado para levá-la..
  E assim, Clarisse buscou reencontrar seu Antônio da única forma que ela poderia..
..e dormiu para isso.
Silvana Sabino

Conto de 4 Nomes (Parte 3)


Não acreditava que teria coragem de largar tudo pra ir atrás de Antônio. Antônio parecia concordar com os planos dela. Vez ou outra jogava indiretas, fazia propostas a vidas de alegria, de sonhos, e de sorrisos infinitos. Mas Clarisse vinha percebendo que Antônio estava diferente. Parecia apreensivo, nervoso, sem saber o que fazer diante de uma situação conflituosa. Ela perguntava o que estava acontecendo, mas a resposta era sempre a mesma:
- Nada, minha linda. Coisas do trabalho, relaxe. E pra completar tem essa tese de mestrado pra extravasar minha paciência. Não se preocupe. Quero te dizer uma coisa, minha Cissa, escute bem. Independente do que aconteça, saiba que eu adoro você e que você é tudo o que eu sempre quis. - Antônio falava parecendo prever alguma tragédia grega, e assustando a boba da Clarisse.
- Ai, Antônio, que horror! Quer me matar, porra? Para com isso. Até parece que vai se matar ou algo do tipo.. As coisas ficarão melhores, acredite. Brevemente estaremos bem. - ela tentava acalmar o seu ‘pseudo- namorado’.
Agora, estava ela na sala de embarque do aeroporto. Não tinha mais volta. Naquele chão que ajoelhou, ela queria rezar até o fim do último terço. Havia mandado um email para Antônio o avisando que estava cometendo a maior loucura de sua vida. Ele não tinha respondido, ainda. Toda a ansiedade do mundo inundava seu ser. – Por que cacete você perdeu seu celular justamente agora, Antônio? -  Clarisse se desesperava em pensar.
Entrou no avião. Não conseguia identificar o que sentia. Só sabia que suas mãos suavam, suas pernas tremiam, seu coração disparara, e sua mente estava em colapso. Ao mesmo tempo em que a ansiedade varria seu controle, Clarisse pensava no que seus pais fariam para trazê-la de volta. Em cerca de alguns dias eles descobririam a ‘fuga’. Sentiu remorso. Apesar dos desentendimentos, incompreensões múltiplas, e dos exageros, seus pais eram as pessoas que mais se importavam com ela. Do jeito confuso deles, mas preocupavam-se.
Antônio apareceu em sua cabeça. Ficou. A partir dali a viagem seria exclusiva dele em seu juízo. Quantos momentos felizes a aguardavam? Já idealizava o abraço que ganharia e espremeria seus órgãos internos, os beijos que sufocariam qualquer arrependimento de ter feito tudo aquilo por aquele moço sereno e lindo. Receios também apareciam. – E se ele não estiver me esperando? E se ele for casado e pai de 3 filhos? E se ele não existir como existe pra mim? E se..? E se...? – CHEGA! Esses pensamentos estavam devastando-a por dentro. Clarisse conhecia na prática o poder do otimismo e da sorte. Sempre se considerou a sorte materializada em carne, osso, sentimento, e tropeções no meio da rua. Mas o medo de que não pudesse ter Antônio de uma vez por todas agora parecia ser maior do que qualquer pensamento positivo. Devaneios tontos cercaram e acamparam em sua cabeça e fizeram até fogueira. O combustível era a ansiedade de que aquela droga de avião pousasse rápido, já, AGORA. 

(Continua...)
Silvana Sabino

Conto de 4 nomes (Parte 2)

Para acompanhar a primeira parte deste conto, clique AQUI!!

Ao chegar em casa, Clarisse ainda guardava o gosto do beijo daquele rapaz alto que ao se despedir pediu telefone, endereço, RG, e CPF (claro que tudo isso foi charme pra deixar a morena sem graça). O telefone tocou. Número desconhecido. Coração dançando axé de tanta adrenalina. Ela atende:
- Oi? Quem é? - pergunta mesmo o coração gritando pra ela quem seria do outro lado da linha..
- Se adivinhar, eu vou aí te buscar e nós fugimos agora mesmo pra Índia. - respondeu o moço com o pensamento calculando se a distância entre Teresina e Recife é tão grande assim..
A conversa prosseguiu, assim como tantas outras. Eram horas e horas de sorrisos e palavras doces pelo telefone. Nos primeiros dois anos, Clarisse tinha Antônio como alguém que, apesar de ser tudo o que ela queria, estava longe demais para criar laços mais profundos. Ele já era o seu porto seguro, sua palavra certa, seu carinho garantido. Porém Clarice sentiu a necessidade de uma fase que queria viver. Envolveu-se com outros tantos caras. Até ensaiou um relacionamento com um que havia conhecido por acaso em uma noite, mas ele não era doce como Antônio e parecia só querer comê-la. No fundo, Clarice sentia-se um pouco culpada por se deixar encantar por outros homens que surgiam. Só que ao imaginar que Antônio possivelmente estaria fazendo o mesmo, ela sossegava. Aliás, era nesse momento que ela sentia um aperto dentro de si. E se Antônio se apaixonasse pra valer por outra garota? E se eles não mais se vissem? Se deixassem de se falar? Não, ela não queria perder o contato com ele. Mesmo que os dois não mantivessem um relacionamento, mesmo sabendo que enquanto a distância estivesse presente eles estariam ausentes, mesmo com qualquer justificativa plausível que a fizesse cair na real, ela não queria que Antônio saísse de sua vida.
O tempo passou e eles continuaram se encontrando 3 vezes por ano, nos encontros regionais e nacionais de História, e em um fim de semana que Antônio vinha vê-la. Cissa não trabalhava e nem tinha grana pra ir até o Piauí tomar da cajuína de Antônio. Além disso, ele insistia para que ela não precisasse se deslocar tão longe só para vê-lo...
Eles ficaram mais próximos. Falavam-se diariamente. Pareciam que se conheciam há décadas, que eram casados e estavam separados por uma viagem curta.
Assim que se formou, Clarisse não agüentava mais ficar tão longe de Antônio. Precisava dar um jeito de ficar com ele. Ficar de verdade, sabe? Ficar todo dia e toda noite. Ideias começaram a fervilhar em sua cabeça. - ‘E se eu...’- ela pensava. Não, era absurdo demais. Não acreditava que seria capaz de chegar a esse ponto.

(Continua...)
Silvana Sabino

Conto de 4 Nomes

Clarisse estava radiante! O dia chegou, e QUE DIA! O céu trouxe para a festa um azul que nunca tinha sido visto, as nuvens pareciam dançar lentamente a mais bela canção que tocava silenciosamente e só quem tivesse asas era capaz de ouvi-la. Às 19:00, Clarisse embarcaria para Teresina e seria a pessoa mais feliz do mundo ao fim da noite quando desembarcasse daquele avião que não apenas a transportava, mas levava também toda a sua futura nova vida. Até chegar ali tinha sido difícil. Não foi nem um pouco fácil abrir mão de emprego, apê com amigas, e toda uma vida em Recife. Por muitas vezes ela questionou-se se era realmente isso que queria de agora em diante pra si. Afinal, apesar de conhecer Antônio há 5 anos, eles só se viam nos congressos de estudantes de História, e raras vezes quando o orçamento permitia. Mas, mesmo com todas as adversidades como distância e carência, eles desenvolveram um sentimento muito forte um pelo outro. Era como se eles esperassem apenas o momento que poderiam viver toda essa imensidão de desejos que guardavam dentro de si. Clarisse sorria de si mesma já prevendo o que seus pais diriam quando descobrissem o que a ‘sua garotinha’ foi capaz de fazer por um amor que chegou do nada e queimou intensamente.
- Onde essa menina está com a cabeça, meu Deus? No cu? - diria o seu pai, sempre tãão compreensivo...
- Eu disse que ela não deveria morar sozinha com aquelas más-influências, Roberto. Eu sabia que a porralouca da Cissa não tinha maturidade suficiente pra ser dona da sua vida. Nós nunca deveríamos ter soltado tanto ela. Eu sempre te avisei. -falava Dona Lúcia entre choros e ataques de fúria, e se arrependendo até de ter deixado sua Cissa ir comprar absorvente sozinha no mercado.
O restante do diálogo Clarisse já imaginava, entretanto não queria perder tempo pensando nos surtos de seus pais. Toda a sua energia estava concentrada em Antônio. Ah Antônio, aquele moço bonito ruivo que todas as meninas olhavam até cair a vista quando ele passava. Não era gordo, nem magro. Clarisse costumava falar que ele era na medida certa para que os dois tivessem filhos lindos. Antônio havia terminado a faculdade no mesmo período que Clarisse. Estava trabalhando em uma escola bem conceituada no Piauí, e já tinha o mestrado encaminhado. Em seus telefonemas para Clarisse, ele fazia questão de reforçar que logo logo os dois torrariam todo aquele ainda pouco dinheiro que ele vinha guardando para quando se encontrassem. Clarisse sorria. Não acreditava na sua sorte. Como poderia ela, uma garota tida como mediana no quesito beleza, sem jeito, e azarada, encontrar um cara como Antônio? Até as próximas vidas ela seria grata à sua amiga Taciana por tê-lo apresentado naquela última cultural do primeiro ENEH (encontro nacional de estudantes de História), ocorrido em Salvador, que Clarisse foi. Ela ainda estava no primeiro período. O único objetivo para ter ido àquele congresso era a idéia de sair de casa e fazer a sua primeira viagem só, sem seus pais e suas noias. Nunca imaginaria que aquele último dia de encontro mudaria a sua vida. Até porque, tanto ela quanto Antônio só tinham 17 anos (ela Pisciana. Ele, Canceriano. Ou seja, o universo os consagrou como casal 20). Jamais imaginariam que não seria apenas uma ficada, uns amassos, ou uma curtida de momento. As coisas foram além.

(Continua...)


Silvana Sabino

Reflexo do Capibaribe



Meia-noite
E o reflexo do Santa Isabel
Impera no Capibaribe

Como gotas aglomeradas
Homens se dirigem
Ao espetáculo secular...
Ouço os aplausos!

E aquele calor
Incendeia o proscênio
E alucina os personagens
Transbordados nos artistas

É o amor pela luz de pino
Que me faz correr nua
Pelas cabines e cortinas,
Que me faz apreciar
O clássico e irreverente
Daquele monumento 
Repleto de sonhos e fantasias

Faço amor no proscênio
Faço amor nas cortinas
Faço amor nas cabines
Faço amor no reflexo do Capibaribe
Thalita Gadelha

Dois



O tempo passou rápido...
nem parecia que iria acontecer   
aconteceu de repente                                                  
enquanto todos pensavam em si mesmos...


eu pensava nela.


Júlio Melo

Meu erotismo é vocÊ

Sinto minhas mãos deslizarem em meu corpo como se fossem as suas a me acariciar, a me tocar. Desejo. É isso que sinto por você. Desejo de te ter pra mim, de navegar em seu mundo, de navegar em você. Desejo de não te largar mais. Desejo alimentado pela chama do amor. É como um ciclo de altos e baixos. Nada morno é digno de ser. A cada momento geramos uma situação, logo, existe uma reação.
Odeio-te!
 Amo-te!
 Provoco-te!
 Abuso-te!
Acaricio-te!
Controle? Essa palavra já foge de mim. Deixei partir. Eu quero é te sentir. Sentir sua respiração quente bater em minha pele. Sentir o pulsar do sangue em suas veias sob meu corpo. Fecho os meus olhos, passo a mão em meu rosto e imagino as suas mãos me tocarem, seus dedos passarem sobre meus lábios e sua voz a sussurrar ao pé do meu ouvido. Seu olhar fixo ao meu, me querendo, me amando, se perdendo. Não sai da minha cabeça, não sai. Pare de fazer isso! Deixe-me! Não, não consigo. Eu preciso de você. Meu coração acelera ao te ver. Meu corpo começa a ser invadida por uma eletricidade que o faz tremê-lo só quando me aproximo de ti. O silêncio. As dúvidas. Sim, sempre me cercam. Já estou fora de mim, fora do meu controle. Estou completamente dentro de ti, não sei como ainda não percebeu. Aguardo aqui, passar minhas mãos agora sobre meu corpo e sentir a sua sobre a minha, fazendo meu corpo vibrar em ardor. Fazendo meus sentimentos serem correspondidos. Tesão? Sim. Paixão? Sim. Amor? Aaaah! É o que quer sair e percorrer cada espaço de você. Deitada na cama, os olhos quase fechando, começo a delirar observando cada detalhe do seu rosto, do sue corpo, do seu sorriso, da sua voz, do sue jeito. É fruto da imaginação. Não quero te arrancar daqui, se for preciso terei, mas já sabes o existe aqui. Sua sombra em todo espaço que caminho. Agora adormeço inundada por você.

Conto de Fadas Próprio

Era uma vez
há uma era
uma vez.
Era a minha vez
minha vez era..

  

Soneto de Primeiro Encontro

Estranha esta doce fascinação
Brota de um lugarejo inesperado
Território muito mais que infundado
Onde jamais veria uma paixão

Palavras inusitadas então
Uma amizade doce aqui jurada
A semente do alvorecer plantada
O eu e o tu deste dia sim, serão

Adoro a ti maravilhosa amiga
Que te atreves a em meu peito navegar
Venhas com teu forte vento e me siga

Quero contigo para sempre jurar
Quem sabe um amor para toda a vida
Talvez dois corações enfim acalmar
Rodolfo Signorelli

































cANA

"A idéia é boa:
Toma dez bebedeiras -São dez cantos.
Quanto a mim, tenho fé que a poesia
Dorme dentro do vinho. Os bons poetas
Para ser imortais beberam muito."
                                                  ÁLVARES DE AZEVEDO, Bôemios.

Uma ligação tão entorpecente tenho por cANA,
Mesmo sabendo que me faz enlouquecer
Quero que ela faça parte de mim.
Apesar de tudo que fiz por causa dela,
É bom tê-la, vocês não sabem o quanto.
Quando degusto dela no modesto quartinho, huuuuuuuum,
Todos os meus sentidos se concentram nela.
Quando a beijo e o doce sabor de sua boca invade a minha,
Um calor percorre rapidamente todo o meu corpo,
Transpiro de forma patológica.
Pouco tempo após suas ardentes carícias,
Estou escrevendo e recitando sinceros poemas.
O seu forte perfume estar impregnado em mim, até as pessoas que nunca avistei ou conversei antes, sabem que este é o seu aroma.
Às vezes tenho ciúmes por minha viciante cANA ser tão popular.

CLAYTON BERÔ

Poeminha imaginário.

penso, penso...
seguindo o coração...
abrigo vindo aos poucos..
dúvidas...
imaginação...

e Casimiro de Abreu
não me deixa des
.............................can
......................................sar...
Julio Melo.

Homens&mulhereS

Somos homens
em qualidades, erros
acertos e respeito.
Homens em sexo bruto, astuto, viril.
Burguesas, princesas.
mulheres, mulheres
em sexo frágil
sorriso delicado
mãe, filha, irmã
mulheres.
Num encaixe perfeito
somos homensmulheres
em seres, dores, amores.
mãos, braços e pernas
beijos, sorrisos e delícias.
Somos amores.

Cristiane Paixão

Falo-lhe

Clayton Berô
Melhor do que sentir o seu cheiro, apenas o seu beijo!
Melhor do que qualquer sonho, apenas a realidade de sentir seus carinhos!



Texto de Clayton Berô (pedagogo), que muito embora não seja um beletrista e prezando pela liberdade de expressão, será o nosso indicado de hoje.


Teu Beija Flor, minha Flor





Voei sobre as flores da encosta
cá pras bandas do mar
Beijei tantos ventres vazios
néctar feito em ar
Não sei se o brilho das corolas
me quiseram levar
a guardar tanto pólem perdido
longe do meu lugar

De tanto vaguear sem ter amor
o brilho de minhas asas estancou,
mas não vou mais voar com dissabor
pois agora eu sou teu beija flor, minha flor.

Em mim quando as águas dos rios
vêm mergulhar no mar
meu ar interroga o destino:
Por que fez-me seu par?
Quero mais viajar a nascente do rio
pra poder encontrar
e beijar essa flor tão distante
cá das bandas do mar.


Vinicius Barros

Flor



Olha que a moça ta tão diferente
nasceu espinho nessa flor.
Qual foi a água que regou?

Olha como a raiz torceu o galho
e a pétala mudou de cor.
Qual foi a praga que rogou?

Tudo que eu queria era cuidar
tratar das pétalas do teu jasmim
e em ti poder me eternizar
fazer do teu colo meu jardim
pra te fazer florir.

Não sei se é ressaca ou orvalho
que deixa o meu rosto encharcado,
mas sei que a chuva veio morar dentro dos meu olhos





Vinicius Barros

Epitáfio do Amor Real e Eterno







Certa noite, sonhei que podia voar 
e que ao meu lado havia alguém 
que me tornava mais forte, 
me deixava mais leve, 
e me fazia feliz.


Nos meus momentos mais tristes 
ele sempre me ouvia, 
me ajudava, 
e me acalentava falando que sempre estaria comigo. 


Nos felizes, 
era Ele a razão daquele momento.
Ele não me reprimia por eu ser nem tão normal assim ... 
também me provava que padrões são apenas regras 

criadas por um grupo egocêntrico e não praticante da compreensão.


O seu abraço era o mais verdadeiro e seguro.
Com a sua presença,

 tudo ganhava mais cor, 
mais sentido, 
mais graça!


Quando acordei e vi que você, 
amor meu, 
estava comigo, 
percebi que não era só sonho, 
que aquilo já se tornara real!

Te Amo, 

não menos que antes, 
nem mais que amanhã, 
mas a quantidade de eu saber que você me fez muito feliz! 


Silvana Sabino

Canção Miséria




Você ainda me quer?
Sem dinheiro
Sem vocabulário

Sem troco pro garçom
na sarjeta

Você quer?